As molas são objetos elásticos e flexíveis, utilizados para armazenar energia mecânica. No nosso dia a dia, estamos cercados por objetos que utilizam o sistema de molas, como canetas, carros, cadeiras, recipientes de shampoos e sabonetes líquidos e a cama em que dormimos.

Foi com as molas que Joseph Pilates iniciou seu trabalho de reabilitação de soldados feridos na Primeira Guerra. Era a ferramenta  mais acessível que cumpriria a função que ele tinha em mente – prover resistência aos movimentos gerando fortalecimento muscular e, consequentemente, reabilitação. A eficácia das molas é tão grande que, até hoje, elas aparecem em vários dos aparelhos que Joseph Pilates criou: Reformer, Chair, Cadillac. No Reformer e na Chair as molas dão força indiretamente, seja através do pedal, do apoio da barra de pés, das corda, do carrinho.

Assim, podemos dizer que o sistema de molas rege os equipamentos no pilates. A mola tem como objetivo promover resistência ou assistência na execução dos exercícios, com o intuito de aumentar a força, a resistência à fadiga e a potência muscular. A força da mola modifica de acordo com a variação do seu comprimento, sendo assim, quanto maior a distância da mola em relação à base onde está fixada, maior é a intensidade da força desta.

Além disso, utilizamos no Pilates diferentes tipos de molas, elas podem ser longas ou curtas e ter diversas intensidades, desde as mais leves até as mais pesadas. A escolha da mola deve ser feita de acordo com o foco do exercício a ser realizado, visando à promoção de excelentes resultados.

MOLAS X PESOS

Os pesos convencionais (halteres, caneleiras, barras de ferro) promovem a mesma carga durante todo o arco de movimento, tornando o exercício menos funcional e mais suscetível à lesão. Já o sistema de molas promove uma resistência gradual do início ao fim do movimento. No início do exercício, o músculo é mais fraco, porém a tensão colocada nele e no seu tendão é elevada, nessa fase há um grande risco de lesão.

Entretanto, esse risco é minimizado uma vez que a resistência da mola é menor nessa fase. E essa resistência aumenta progressivamente na amplitude do movimento onde a contração muscular é maior (esse é o ponto de maior força do músculo, portanto o risco de lesão é mínimo). Sendo assim, o sistema de molas provoca menor impacto às articulações e, consequentemente, o risco de lesão é muito menor quando comparado aos exercícios com pesos convencionais.

Venha experimentar uma aula de pilates!

Fonte: Revista Pilates e Blog Silvia Gomes

 

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